sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Coisas Saudosas


Hoje bateu saudades,
Sinto saudade de tanta coisa, coisas que nunca mais viverei e coisas que ainda vou ter a oportunidade de experimentar novamente. Todos dois tipos de lembranças me remontam a coisas inesqueciveis por quais já passei...
Quanto as que não mais viverei; lembro muito de minha infância; de brincar na rua... garrafão, pira-se-esconde, pira-pega, peteca... com a minha vó me reparando, sentada na frente de casa; lembro da minha mãe cantando pra eu dormir; da condução me buscando pro colégio; lembro que chegar na fase especial do mário no super nintendo era o obejtivo de qualquer muleque; saudades de quando com 1 real, eu ia na Dona Nice e comprava 1 baré, 2 pipocas panteras, 1 big big e 1 chop (hehe, bons tempos =p); mas, principalmente, sinto saudades de ver o mundo com meus olhos de criança...

Já em relação as coisas que sinto saudades e ainda poderei ter a chance de reviver; lembro muito dos momentos em que estive feliz, mas feliz por fatos simples, que justamente por sua simplicidade nos invade de alegria e saudosismo quando acontecem; lembro dos banhos de chuva, do cheiro de terra molhada, dos banhos nas praias do Marajó, dos bolinhos de chuva da vovó, do bethoven e do atlas (meus cachorros); do vislumbrar o céu estrelado, assim como observar o espetáculo diário mais belo da natureza, o pôr do Sol.

Sinto saudades de pessoas também, amigos que foram morar longe, Portugal, São Paulo, Califórnia... pessoas queridas que marcaram minha vida e dão gargalhadas na web cam comigo até hoje... Sinto saudades também de amigos que estão a 20 min de carro da minha casa, mas que eu não vejo a anos; porém meu coração fica tranquilo, pois quando encontro qualquer um desses, percebo que amizade é estar presente, mesmo sem estar do lado...

A saudade é um sentimento muito estranho, as vezes nos faz chorar, por lembrar de coisas ou pessoas que se foram; mas também nos faz rir, e o mais engraçado, as vezes pelos mesmos motivos, por lembrar das mesmas coisas e das mesmas pessoas...
E ainda há, como eu, quem sinta saudades do que nem nunca viveu....

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

SorRir das Diferenças


Olá denovo galera,
Graças a alguns comentários que vieram a me dirigir sobre um trecho do meu último post, eu resolvi falar sobre as diferenças.
Vou partir então, do trecho em questão, quando escrevi: "Se quiser, ria, ria de você, dos outros, não há problema nisso, diferenças são engraçadas também, além de cativantes e surpreendentes".

Escrevi isso, partindo daqueles comentários e críticas (do tipo: "credo, não fala isso. rsrsrs" ou "deixa ele(a). hehe") hipócritas de quando se rir de alguém, por achar aquela pessoa ou alguma ação dela; cafona, estranha ou de alguma forma, cômica. Acredito que rir das diferenças dos outros não seja algo puramente perjorativo, mas sim, quem sabe, até saudável.
Obviamente, que fique bem claro, que não generalizo as diferenças. Há coisas onde é possível achar graça, outras, de fato, não. Digo isso, pois infelizmente existem aquelas "criaturas" capazes de fazerem "gracinhas", de tal forma, que o indivíduo alvo dos risos irá vir se sentir mal.
Alguns de vocês podem estar discordando de mim, e se perguntado: "e no caso de diferenças raciais ou de deficiências, achas engraçado rir dos outros mesmo assim?".
A minha resposta é bem simples: - Neste caso, o problema não esta na possível "diferença", mas sim, na interpretação da palavra rir.
Eu sou negro, amo minha raça, minha cor. Sim, já sofri preconceitos; mas também, esta minha "diferença" (se é que se pode chamar assim), já me rendeu várias gargalhadas junto a amigos, e da mesma forma eu já ri de amigos braquelos, japoneses, ruivos e até dos de cabelos verdes. Tenho conhecidos cegos, anões, deficientes; onde os próprios fazem piadas (saudáveis) sobre suas diferenças, e sorriem assim, sem se sentirem inferiores por isso.
E sabe por que isso acontece? - Muito simples, graças ao Respeito.

Chegamos a chave da questão, o Respeito, a linha que divide o preconceito, a humilhação; do riso. Riso este, da felicidade, da alegria, e principalmente, da aceitação e do respeito às diferenças prórpias e alheias. E por incrivel que pareça, o que eu percebo, é que o mais dificil de se alcançar, é o respeito próprio; aquele que você bate no peito e diz: "eu sou assim, me aceito assim e sou feliz desse jeito". Pois só alguém que não consegue ser feliz do jeito que é, se da o trabalho de tratar as diferenças dos outros de um modo perjorativo, sem observar, que assim como as suas, as diferenças alheias são fascinantes e encatadoras. Podem até não ser para você, mas pode ter certeza, pra alguém são. E mesmo assim, se as diferenças em questão não lhe interessam, só cabe a você respeitar, e, (na minha opinião), lamentar, por deixar de conhecer mais um universo encatador que cada ser humano representa.

Então Sorria, sorria bastante, conheça, se encante e viva, viva as diferenças!

sábado, 11 de setembro de 2010

Amizades ao Longo da vida.


Bem Galera,
Esse é meu primeiro post, e decidi falar algumas palavrinhas sobre amizade. Sobre aquelas pessoas tão queridas que chamamos de amigos.
Com o tempo, eu aprendi a selecionar melhor as pessoas que andavam comigo, e o mais engraçado, é que o melhor modo que eu arrumei de fazer isso, foi deixando de "selecionar" os meus amigos.
Quando eu era menor, sempre queria estar perto das pessoas que de alguma forma tinham algo em troca pra me dar, queria estar perto de pessoas "influentes" na galerinha da escola, os na minha época, chamados "pop's". Troquei várias vezes de escola, graças a deslocamentos de endereço, motivos dos meus pais e até mesmo por frescuras minhas, pra ser mais exato, estudei em 6 colégios. E sempre dava um jeito de primeiro "sondar" as pessoas, para depois decidir com que grupinho eu ia me juntar, geralmente descartando os simpáticos que vinham até mim. Como vocês devem imaginar, quebrei a cara várias vezes. De fato, fui uma criança/adolescente bem sequelada da cabeça, alienada ao extremo e idiota (neste ponto po =p). Mas isso me serviu pra aprender muito, muito mesmo, pra vida.
Aprendi, que independentemente de idade, existem pessoas com caráter bom e mal. Que assim como um dia quando criança, por idiotice, me aproximei de alguém por algum interesse besta, existem pessoas com mais de 30 anos que ainda fazem o mesmo. Aprendi, que por mais legal que você seja, sempre vai ter alguém que não conseguirás agradar de cara, mas se o respeito existir, a comprensão, e a boa vontade, essa pessoa pode vir a se tornar seu melhor amigo. Aprendi que ninguém é bom o bastante pra ninguém e vice-versa, mas sim, que as pessoas se copletam, e mesmo aquele carinha que você não dá nada, pode ter certeza, tens algo pra aprender, ensinar, e compartilhar com ele. Aprendi que os amigos leais (leais, não fieis, porque pelo fato de ser seu amigo, não o impede de ter outros, que não tenham a mínima ligação com você) podem sim sumir por um tempo, andar com outras pessoas, até mesmo falhar com você; mas, pode ter certeza, o sentimento da verdadeira amizade é maior que isso, muito maior.
Então, sem mais delongas, deixo uma dica: Não julgue ninguém, não se ache melhor que ninguém. Se quiser, ria, ria de você, dos outros, não há problema nisso, diferenças são engraçadas também, além de cativantes e surpreendentes. Não subestime nem mesmo você, que dirá os outros. E, por favor, acolha de braços abertos até mesmo quem te recebe com eles cruzados.

Abraços Galera.